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Archive for the ‘2- O Gótico’ Category

 

     

    

   

  

EYCK, Jan van. O casal Arnolfini. Têmpera em madeira, 1434. Londres, The National Gallery

 

 

O quadro O casal Arnolfini, adquire profundidade, detalhes, aspectos terrenos e realismo extremo.
Atrás do casal está escrito “Van Eyck esteve aqui”, como
se fosse um registro jornalístico, documentando a presença dele no casamento.

Nessa época gótica, era moda depilar o cabelo acima da testa para prolongá-la, em deferência ao superior.
No século XII, a justeza estava localizada no corpete do vestido das mulheres, e as saias mais amplas, com panejamento (dobraduras dos tecidos) mais volumoso.

O uso dos véus foi uma constante feminina.
O cabelo era enrolado acima das orelhas em pequenos coques.
Esse adorno corniforme apresentado pela mulher, que surgiu por volta de 1410, tinha uma estrutura de arame semelhante aos chifres de uma vaca e sobre essa estrutura prendia-se o véu.

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Qual a sua opinião sobre esse tipo de adorno nos cabelos das mulheres na época gótica?

 

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Jan van Eyck, foi um dos irmãos pintores flamengos (de Flandres, que é hoje a Bélgica), que romperam com as tradições, inventando a pintura a óleo. Até então, pintava-se em paredes ou em madeira para poderem transportar.  A pintura com tinta a óleo permitia, ao pintor, corrigir os erros.  Eles descobrem que a luz também é muito importante. Pintavam o ar, a luz, condicionados ao momento. 

Surgem os retratos. São pinturas bem detalhadas, de uma época em que pessoas ainda posam, como se fossem manequins.

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Qual o quadro de van Eyck, que você prefere?

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Características do Gótico

A arte Gótica vai nascer com as cidades. Ao ser construída uma Catedral Gótica, as cidades começam a se desenvolver ao seu redor, devido ao elevado número pessoas que trabalham na construção, como aconteceu com a cidade de Chartres.

Tem como características: motivos religiosos, uso da luminosidade, aquisição de profundidade, riqueza de detalhes, realidade extrema, início do uso dos retratos.

Gosta do estilo Gótico da Catedral de Chartres?

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O termo Gótico vem da palavra “godos”, uma tribo bárbara. Os bárbaros eram agrupamentos humanos que invadiram o Império Romano.  Eram povos nômades que vivam da coleta e da guerra.  Bárbaro era todo indivíduo que não tinha a língua e a cultura romana.  Procuravam facilidade de sobrevivência e comida, através de saques e invasões de terras férteis.  Eram exímios guerreiros e chegaram a derrotar as legiões romanas que ousaram ultrapassar o limite dos Rios Reno e Danúbio.  Os bárbaros se dividiam em três grupos: germanos (visigodos, ostrogodos, hérulos, francos, suevos, saxões, godos e anglos); eslavos (russos, poloneses e tchecos); e mongóis (turcos, búlgaros e hunos).

No final do século I a.C., os bárbaros ameaçaram a civilização romana.  Na França, os gauleses, assim como os bretões, na Inglaterra, haviam adotado as roupas e os costumes romanos.  Mas a Gália foi conquistada pelos teutões que habitavam a outra margem do Reno e, por volta do século V, a dinastia dos reis merovíngios dominava a maior parte do país. 

Os merovíngios formaram uma dinastia franca que governou sobre um vasto conjunto de territórios que chegou a abranger a moderna França e partes da Alemanha e Suíça, entre os séculos V e VIII da era cristã.  Esses, devem seu nome a Meroveu, rei semi-lendário dos Francos Sálios e fundador da dinastia.  O seu neto Clóvis foi o responsável pela conversão dos francos, do paganismo ao Cristianismo, e pela unificação territorial dos reinos francos, tendo ainda derrotado os Visigodos. 

“Quando os carolíngios sucederam aos merovíngios, a vida luxuosa aumentou.”[1] 

No século VIII, Carlos Magno tornou-se o soberano, controlando um território que praticamente correspondia à França e à Alemanha.  Partiu dele a última tentativa de resgate da centralização do poder político.  Assim, pretendia recriar o império Romano do Ocidente, com ele à frente, como Imperador.

Nos séculos XIII e XIV, num processo de enriquecimento da Europa, há o fortalecimento e o desenvolvimento das atividades mercantis.  Surge um novo estrato social, a burguesia. Este burguês, novo rico, quer se parecer ao máximo com a nobreza e investe em aparência, usando tecidos caros e jóias.  Nesse momento, na França, Espanha e Itália surge o revide da nobreza com a multiplicação das Leis Suntuárias, alegando o esbanjamento de metais preciosos e gastos indevidos com produtos importados, mas, no fundo, era uma tentativa de colocar cada um no seu lugar novamente. Mas a imitação do vestuário nobre continua, à medida que a classe média vai surgindo, juntamente com a burguesia: advogados, pequenos comerciantes.

Na metade do século XIV, uma grande revolução acontece: eis que definitivamente surge a moda. Homens e mulheres passam a se vestir de maneira diferente, adquirindo cada qual novas formas.  Ao contrário de anteriormente, em que as túnicas se assemelhavam, para homens e mulheres; a partir do estabelecimento das formas femininas e masculinas, as roupas passaram a se modificar, em períodos de tempo cada vez mais curtos.  Antes, passavam-se séculos e as vestimentas não se alteravam em nada.   Agora, os saltos da moda eram dados, para manter o status da nobreza, pois seus trajes eram copiados por burgueses e pequenos burgueses, num efeito cascata.

A moda não era mais originária de uma memória coletiva, mas o reflexo do gosto e da preferência de reis e poderosos. O vestuário se torna uma forma individual de expressão, pois era preciso manter o afastamento social, e a fórmula encontrada era a constante renovação. 

O consumo das classes superiores obedece ao princípio do esbanjamento ostentatório, atraindo a estima e a inveja, o que, não deixa de representar uma eterna luta de classes. Considerando-se a nobreza e a burguesia emergente, podemos notar esse nascimento do gosto pelas novidades.  Mas, nas classes menos favorecidas, sabemos que existe sempre uma tendência à não aceitação do novo.  Extremamente tradicionais, não adotam mudanças facilmente, uma vez que suas condições também impedem a constante renovação.  Além de serem atingidos pelas Leis Suntuárias, que, em épocas de crise, restringiam os gastos imoderados e o luxo, estas classes, que também eram compostas de membros pertencentes às guildas (corporações de ofício), mestres e aprendizes, sabiam que se vestir de acordo com a hierarquia era um motivo de orgulho e tradição.  Abandonar o traje que os distinguia dos demais, para adotar modismos, estava fora de questão, porque corriam o risco de ser expulsos de suas corporações.


[1] DURAND, José Carlos. Luxo e economia.

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Na sua opinião, esse contexto histórico influenciou no surgimento do estilo Gótico e porque?

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