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Archive for the ‘3 – O Renascimento’ Category

HOLBEIN, o Jovem.  Portrait of Erasmus. Óleo sobre tela, 1523. Paris, FrançaMusée du Louvre

 

Nessa obra, a peça que é exibida ao redor do pescoço, é a chamada schaubbe, espécie de gola/estola de pele, que todo cidadão próspero possuía. Lutero usava uma e estabeleceu o traje do clero luterano até os dias de hoje.

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Qual sua opinião sobre o uso desse tipo de estola, na época?
Não seria bem atual, nos dias hoje, nos locais frios?

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Hans Holbein, o Jovem, foi um pintor alemão, mestre do retrato e desenhista de xilogravuras, vidrarias e peças de joalheria.  Desde muito pequeno estudou pintura com seu pai, Hans Holbein, o Velho, reconhecido artista dentro da tradição flamenca, notável por seu retratos. Holbein, o Jovem, se instalou na Suíça, onde trabalhou como ilustrador de livros, realizando xilogravuras para as portadas de várias obras e uma série de esboços a tinta para “O elogio da loucura” de Erasmo de Rotterdam.

Durante uma viagem à Itália, descobriu as obras dos pintores do Renascimento italiano.  O impacto destes e outros artistas sobre a obra de Holbein pode observar-se no modelado e na composição renascentistas de um de seus primeiros retratos, Erasmo de Rotterdam.

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Gosta da obra de Hans Holbein, O Jovem?  Ou prefere as de seu pai, Hans Holbein, O Velho?

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VINCI, Leonardo da. Portrait of Ginevra de’Benci. Óleo e têmpera sobre madeira, 1478-1480.  Washington DC, USA, National Gallery of Art

Ginevra de Benci, prematuramente noiva de Luigi Niccolini, alcançou a eternidade com esta pintura. Aos quinze anos de idade, o noivado da jovem, incentivou os pais a procurarem Leonardo, através do atelier de Verrochio, a fim de que o primeiro pintasse o retrato comemorativo.  A expressão facial da jovem é o mais intrigante na pintura. Olhando o espectador com veemência, a incerteza dos seus sentimentos, tal qual Mona Lisa, intriga os especialistas.

Na tela, a jovem apresenta, sob o ponto de vista da moda da época, a testa alta, ressaltada pelo penteado, que a fazia depilar ou raspar os cabelos. 

Quanto mais alta a testa, mais bonita a mulher se apresentava ao gosto masculino, para prolongá-la em deferência ao superior. 

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Qual a sua opinião sobre essa moda da época renascentista?

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Leonardo di ser Piero da Vinci foi um pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, cientista e músico italiano. É considerado um dos maiores gênios da história da humanidade. Não tinha propriamente um sobrenome, sendo “da Vinci”, uma relação ao lugar de origem de sua família, significando vindo de Vinci. 

Leonardo viveu em plena Renascença, nos séculos XV e XVI, e expressa melhor do que qualquer outro, o espírito daquele tempo. Leonardo também aprendeu escultura, arquitetura, ótica, perspectiva e até botânica.

Prestando atenção, pode-se perceber em várias imagens um efeito característico da pintura de Leonardo: a delicada passagem de luz para a sombra, quando um tom mais claro mergulha em outro mais escuro, como dois belos acordes musicais. Esse procedimento recebe o nome de sfumatto.

Em 1502, ficou a serviço de César Bórgia, como arquiteto militar e engenheiro.  No final do ano, retorna a Florença, onde recebe a encomenda de um retrato: a Mona Lisa. 

Leonardo sempre foi tido como um ser misterioso, devido aos muitos talentos que possuía.  A sua capacidade e conhecimento em muitas áreas, proclamaram-no como um dos maiores gênios da humanidade. Infelizmente, Leonardo nasceu em um período dominado pela igreja Católica, que, por sua vez, dominava a mente dos seres humanos, de modo que, estes vissem Deus como o centro do universo, e todos os que fossem contra as suas normas, leis e crenças, eram executados em público.  Se, provavelmente, nascesse em um período de tempo mais moderno, seria um ser de genealidade impossível de se superar.

Leonardo sabia que se os seus manuscritos fossem descobertos pela Igreja, haveria grandes possibilidades de ser considerado herege (devido a conteúdos científicos considerados como feitiçaria), e assim, teria como castigo, um final terrível, daí a idéia de escrever da direita para a esquerda, de modo que, somente mediante a um espelho seus manuscritos fossem decifrados. Outro método de transmitir mensagens para gerações futuras, que acreditava ele que estariam muito desenvolvidas, foi a pintura.  Através desta arte, com ajuda do simbolismo, deixava mensagens muito comprometedoras, de tal modo que, mudaria talvez a convicção de pensar do homem. Ao mesmo tempo em que uma obra por ele pintada esconde um segredo, o também revela. 

A genealidade de Leonardo, baseava-se no seu desapego pelas crenças religiosas, ou seja, nunca contentou-se com as estórias da Igreja em relação a origem das coisas ou fenômenos da natureza, buscando assim, ele mesmo, encontrar as verdades e as explicações do que realmente o interessava, através da ciência.

Nesse período as pinturas de Da Vinci revelam um conhecimento e uma desenvoltura excepcionais na sua vertente anatômica, resultado dos seus imensos e incansáveis estudos no âmbito do assunto e, por isso, torna-se mestre nessa ciência.

Leonardo da Vinci é considerado, por vários, o maior gênio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas.

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Qual sua opinião sobre a obra de Leonardo da Vinci? 

 

 

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          Renascimento (ou Renascença) foi um movimento cultural, e um período da história européia, considerado como um marco do final da Idade Média e do início da Idade Moderna. Começou no século XIV na iTÁLIA, e difundiu-se pela Europa no decorrer dos séculos XV e XVI. 

         Além de atingir a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição doFeudalismo para o Capitalismo.  Nesse sentido, o Renascimento pode ser entendido como um elemento de ruptura, no plano cultural, com a estrutura medieval.

O Renascimento cultural manifestou-se, primeiro, nas cidades italianas, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália.

O Renascimento está associado ao HUMANISMO, o interesse crescente entre os acadêmicos europeus, pelos textos clássicos, em latim e em gregoeríodos anteriores ao triunfo do Cristianismo na cultura européia.

No século XVI encontramos paralelamente ao interesse pela civilização clássica, um menosprezo pela Idade Médiassociada a expressões como “barbarismo”, “ignorância”, “escuridão”, “gótico”, “noite de mil anos”.

Costuma-se dividir o Renascimento em três grandes fases, correspondentes aos séculos XIV ao XVI.

O Trecento (em referência ao século XIV) manifesta-se predominantemente na Itália, mais especificamente na cidade de Florença, pólo político, econômico e cultural da região.  Giotto, Dante Aliguieri, Bocaccio e Petrarca estão entre seus representantes.  Características gerais: rompimento com o imobilismo e a hierarquia da pintura medieval – valorização do individualismo e dos detalhes humanos

Durante o Quattrocento (século XV), o Renascimento espalha-se pela península itálica, atingindo seu auge. Neste período atuam Masaccio, Mantegna, Botticelli, Leonardo da Vinci, Rafael e, no seu final, Michelangelo (que já prenuncia certos ideais anti-clássicos utilizando-se da linguagem clássica, o que caracteriza o Maneirismo, a etapa final do Renascimento), considerados os três últimos o “trio sagrado” da Renascença.  Características gerais: inspiração greco-romana (paganismo e línguas clássicas), racionalismo, experimentalismo.

No Cinquecentto, o Renascimento torna-se, no século XVI, um movimento universal europeu, tendo, no entanto, iniciado sua decadência. Ocorrem as primeiras manifestações maneiristas e a Contra Reforma instaura o Barroco como estilo oficial da Igreja Católica. Na literatura atuou Nicolau Maquiavel. Já na pintura, continuam se destacando Rafael e Michelangelo.

Podem ser apontados como valores e ideais defendidos pelo Renascimento o Antropocentrismo, o Hedonismo, o Racionalismo, o Otimismo e o Individualism, bem como um tratamento leigo dado a obras religiosas, uma valorização do abstrato, expresso pelo matemático, além também de algumas noções artísticas como proporção e profundidade, e, finalmente, a introdução de novas técnicas artísticas, como a pintura a óleo.

O antropocentrismo é uma concepção que considera que a humanidade deve permanecer no centro do entendimento dos humanos, isto é, tudo no universo deve ser avaliado de acordo com a sua relação com o homem.  O termo tem duas aplicações principais. Por um lado, trata-se de um lugar comum na historiografia qualificar como antropocêntrica a cultura renascentista e moderna, em contraposição ao suposto teocentrismo da Idade Média. A transição da cultura medieval à moderna é freqüentemente vista como a passagem de uma perspectiva filosófica e cultural centrada em Deus a uma outra, centrada no homem – ainda que esse modelo tenha sido reiteradamente questionado por numerosos autores que buscaram mostrar a continuidade entre a perspectiva medieval e a renascentista.

O hedonismo é uma teoria ou doutrina filosófico-moral que afirma ser o prazer individual e imediato o supremo bem da vida humana. Surgiu na Grécia, na época pós-socrática, e um dos maiores defensores da doutrina foi Aristipo de Cirene. O hedonismo moderno procura fundamentar-se numa concepção ampla de prazer entendida como felicidade para o maior número de pessoas.

O individualismo, é um conceito político, moral e social que exprime a afirmação e liberdade do indivíduo frente a um grupo, especialmente à sociedade e ao Estado. Usualmente toma-se por base a liberdade no que concerne a propriedade privada e a limitação do poder do Estado. O individualismo em si opõe-se a toda forma de autoridade, ou controle sobre os indivíduos; e coloca-se como antítese do coletivismo. Conceituar o individualismo depende muito da noção de indivíduo, que varia ao longo da história humana, e de sociedade para sociedade. 

O Otimismo se caracteriza por ser uma forma de pensamento. É sinônimo de pensamento positivo, ou seja, uma pessoa otimista é uma pessoa que vê as coisas pelo lado bom. O otimismo é a posição contrária a do pessimismo.  No Renascimento ele significa poder fazer tudo sem nenhuma restrição e abertura ao novo.

O racionalismo é a corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio que é a operação mental, discursiva e lógica. Este usa uma ou mais proposições para extrair conclusões se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Essa era a idéia central comum ao conjunto de doutrinas conhecidas tradicionalmente como racionalismo.

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Na sua opinião, esse contexto histórico influenciou no surgimento do estilo Renascentista e porquê?

 

 

 

 

 

 

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É um momento em que as artes manifestam um projeto de síntese e interdisciplinaridade bastante impactante, em que as Belas Artes não são consideradas como elementos independentes.

 A natureza era vista como a criação máxima de Deus, o elemento mais próximo da perfeição (atingindo o ideal procurado pela estética clássica). Assim, a busca de inspiração nas formas da natureza, tal qual propõe o clássico, não só se justifica, como passa a ser um valor em si mesmo. 

 Na pintura renascentista há o domínio do homem sobre sua obra (antropometria), com racionalismo, ordem, disciplina, objetivismo, erudição, ideal de beleza e autocontrole.  O mundo é representado através da matemática e da geometria. 

 O pintor passa a assinar sua obra (eliminando-se o anonimato medieval).

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Qual a sua opinião sobre o estilo de pintura do Renascimento?

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