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Archive for the ‘4 – O Barroco’ Category

DELFT, Jan Vermeer van. Garota com brinco de pérola. Óleo sobre tela, 1665. Holanda, Den Haag, Mauritshuis

A tela Moça com brinco de pérola, é pintada na Delft do século XVII, uma cidade da Holanda, que se localiza-se entre Rotterdam e Haia, entrecortada por canais.
A pintura citada, retrata uma mulher jovem, adornada por um turbante incomum e com um brinco de pérola em forma de gota.
O momento capturado pela pintura é sensual, porém, carregado de uma inegável inocência puritana.
Puritano é um termo pejorativo usado pelos detratores dos membros de um grupo de protestantes radicais que se desenvolveu na Inglaterra após a Reforma Protestante.
A palavra é aplicada de forma leviana e pouco precisa para designar várias igrejas protestantes que se desenvolveram entre os finais do século XVI e princípios do século XVIII.
A Revolução Puritana foi um movimento surgido na Inglaterra no século XVI, de confissão calvinista.
Esse movimento rejeitava tanto a Igreja Romana como a Igreja Anglicana. 
 

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Qual a sua noção de puritano e porque esse termo, em sua opinião, tornou-se pejorativo, hoje em dia?

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         Em Delft, na Holanda, nasceu Vermeer.

         Atribui-se a sua autoria menos de 35 pinturas, que não puderam ser datadas com segurança até hoje. Essa escassa produção deve-se à meticulosidade e lentidão com que pintava seus quadros que, apesar de bem valorizados, foram insuficientes para quitar suas dívidas e garantir o sustento de seus muitos filhos – mesmo sendo ele que desenvolvia as atividades de comerciante e avaliador de obras de arte, paralelamente ao trabalho de atelier.

A representação da vida doméstica era seu tema básico. As imagens criadas por Vermeer costumam apresentar um momento íntimo de uma ou duas figuras no interior de suas habitações em um momento iluminado do dia.   

Sua técnica era de extremo naturalismo nas representações das texturas e do brilho de materiais preciosos, e seus quadros são concebidos numa tonalidade clara e num cromatismo intenso e harmônico. 

O resultado desse domínio artístico e intelectual na elaboração de seus quadros é a simplicidade surpreendente na percepção do conjunto. O que há de mais singelo em nosso cotidiano, aos olhos de Vermeer, transforma-se em algo de forte carga espiritual, tanto em suas pinturas de gênero, como em suas poucas obras de paisagem. 

Nos dias de Vermeer, os pintores trabalhavam nas guildas (corporações de ofícios). A pintura não era considerada realmente uma arte, mas um artesanto, como a tecelagem. Os pintores vendiam seu trabalho ao aristocrata rico.
Vermeer pintou uma série de retratos, freqüentemente caracterizados com efeitos artísticos, tais como a queda da luz em telas finas, na pele macia, ou em um brinco de pérola.
        A inexistência da devoção a imagens nos cultos protestantes desvinculou a Arte da Igreja. Além disso, a ausência, nas Províncias Unidas, de uma cultura palaciana, propiciou o desenvolvimento de uma arte mais singela e de temáticas do cotidiano da classe média, diferente da monumentalidade e dos temas eruditos (históricos e mitológicos), praticados em países mais ao sul da Europa.
       O desenvolvimento de um forte comércio interno e internacional e da indústria artesanal enriqueceu a classe média, em especial os comerciantes e industriais. Essa burguesia rica concentrava o poder político e econômico, e determinava o gosto por temáticas artísticas do cotidiano. A opulenta classe média holandesa encomendava quadros para decorar suas casas e o tamanho das pinturas teve que ser adequado à escala dessas habitações – as grandes dimensões, comuns em quadros da corte, ficaram destinadas apenas aos prédios públicos.

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RUBENS, Peter Paul. Rubens e Isabella Brant em Honeysuckle. Óleo sobre tela, 1609. Munique, Alte Pinakotheke

 

A tela de Rubens, mostra um rufo (gola cheias de gomos) cada vez maior.
A renda estava muito em evidência em punhos e golas, tanto para homens quanto para mulheres. Estas usavam agora uma gola apoiada sobre uma base.
Esse tipo de gola vai, depois, se transformar na gola caída, que se apoiava sobre os ombros, tanto para homens quanto para mulheres. As mulheres usavam como vestido uma superposição de anáguas sob saias.

 

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O que lhe parece esse tipo de gola chamada rufo, hoje em dia? 

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PETER PAUL RUBENS (1577-1640)

“Pintava o que era faustoso. Sua pintura era vigorosa, sensual e teatral. Abriu uma oficina de arte com 200 auxiliares. Cada um era encarregado de uma especialidade na pintura, como roupas, jóias, cabelos. Ele fazia o desenho e depois terminava o quadro pintando o rosto e as mãos, dando uma unidade geral à obra. Com isso, ele produziu milhões de obras. Rubens pintava os palácios e as igrejas. Era uma arte que estimulava a pompa e o esplendor dos ambientes barrocos.”[1]

Nasceu na Antuérpia, Bélgica, filho da classe média bem situada.

Tinha muita facilidade com os nus. Era especialista em fazer o tom de pele (carnação).


[1] SEFRIOUI, Anne. O guia do Louvre.

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RIJN, Rembrandt Harmenszoon van. Mulher com corrente dourada.  Óleo sobre tela, 1634. Boston, Museum of Fine Arts  

Mulher com corrente dourada, representa uma senhora da nobreza da época, usando a gola da moda, a gola caída.

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Qual a sua opinião sobre esse tipo de gola? 

 

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          Rembrandt pintou retratos de grupos de pessoas, cujos personagens tinham maior ou menor importância, de acordo com a luz.  

Na sua expressão realista, retratava a essência da pessoa, o calor humano, o sofrimento, a dor. Não idealizava.

Pintava os olhos penetrantes e fundos, utilizando os tons de sépia. Colocava primeiro todos os ocres, depois os marrons e os amarelos.  Cada aluno só pintava com uma cor, por exemplo, o ocre ou o marrom. Isso determinava aquela luminosidade.  No final do trabalho ele integrava as cores e as pinceladas.

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CARAVAGGIO. A sina. Óleo sobre tela, 1598-1599. Paris, Musée du Louvre

Na tela, A sina, os protagonistas se destacam num fundo que acentua a presença da roupa associada à imagem dos Três Mosqueteiros.
A vestimenta masculina possuía um elemento de garbo marcial, com os calções e o gibão bicudo, a capa curta pendendo no ombro, o chapéu de abas largas adornado com uma pluma, botas afuniladas, com a extremidade superior virada e, às vezes, enfeitada com renda. Os sapatos eram enfeitados com enormes e extremamente caras rosetas feitas de fitas, rendas e brilhos.

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O que você acha da moda masculina dessa época?

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