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Archive for the ‘6 – O Neoclassicismo’ Category

INGRES, Jean-Auguste-Dominique. Retrato de Mademoiselle Rivière. Óleo sobre tela, 1805. Paris, Louvre

Este retrato, é uma obra do início da carreira de Ingres, pintado em Paris, que bem mostra o estilo da moda Napoleônica.   As mulheres usavam luvas longas e os vestidos Império chegavam à altura das canelas, deixando à mostra os pés calçados por sapatos baixos.  Os decotes quadrados ou em V, deixavam o colo todo em evidência. 

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Na década de 70, usou-se muito vestidos em estilo Império.  A diferença é que estes eram micro ou minis.  O que você acha desse revival da moda?

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Ingres recebeu a sua primeira formação de seu pai, pintor e miniaturista – que o ensinou a tocar violino – depois completou-a na Academia Real de Toulouse.
Chegou a Paris em 1797, entrou no ateliê de Jacques-Louis David, absorvendo, durante vários anos, uma atmosfera clássica, que foi determinante para a continuação da sua carreira.
Residente na Villa Medici, de 1806 a 1810, realizou, nessa época, as suas primeiras banhistas.
As odaliscas, auge da sua arte do arabesco, foram igualmente realizadas em Roma, onde ele havia prolongado a sua estada.
Partilhando, então, a sua vida ente Paris e Itália, precedia os seus quadros de vários estudos desenhados, sempre em busca da linha precisa, da verdade do momento, recomendando, também, aos seus alunos, que adotassem uma certa ingenuidade para melhor afirmarem o caráter do seu modelo.

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Qual a fase de Ingres que você prefere?  As odaliscas ou as banhistas?

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DAVID, Jacques-Louis. Retrato de Madame de Verninac. Óleo sobre tela, 1795. Paris, Louvre

Na França, a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder, colocou um ponto-final na extravagância da moda masculina e feminina.
Talvez em nenhuma outra época entre os tempos primitivos e a década de 1920, as mulheres tenham usado tão pouca roupa como no século XIX.
Todos os trajes pareciam ter sido criados para climas tropicais.
Os trajes femininos mostravam um rompimento ainda mais drástico com o passado.
Os paniers e os espartilhos foram abandonados, da mesma forma que os ricos tecidos empregados na confecção dos vestidos.
Em seu lugar, as mulheres usavam um vestido que parecia uma peça de baixo, como na tela de David, porque era branco, de cintura alta, de musseline, cambraia ou morim transparente, até os pés.
Às vezes, o tecido era umedecido para colar-se ao corpo, imitando as pregas das roupas gregas.
Sapatilhas sem salto contribuíam para esse efeito.
Os bolsos nos vestidos eram impraticáveis, daí o surgimento de uma pequena bolsa que as mulheres carregavam.

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Que lhe parece essa moda de trajes tão tropicais?

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DAVID, Jacques-Louis. Retrato de Emilie Sériziat e seu filho. Óleo sobre tela, 1795. Paris, Louvre 

 

Após o Império Napoleônico, o pudor reinava incontestado. As saias iam até o chão e os sapatos, sem saltos, mal podiam ser vistos sob as anáguas.  

O chapéu boneca evitava, até, que seus rostos fossem vistos.  Na cabeça usavam não só os cachos caídos sobre a testa ou têmporas, mas, também, os sofisticados penteados ornados com travessas de casco de tartaruga, ou chapéus de palha ou cetim, tipo “boneca”, ornados com plumas, flores e fitas, normalmente amarradas sob o queixo, como nesta tela de David.  Era baixo, com o formato de um balde e dava a impressão de extremo recato.  

 

“Para as mulheres, era  chique  ser  ou parecer un peu souffrante. Muita saúde era vulgar. O ruge foi totalmente abandonado, uma certa palidez era admirada, e algumas jovens tolas chegaram a beber vinagre para ficar de acordo com a moda. O próspero homem de negócios esperava duas coisas da esposa: primeiro, que fosse um modelo de virtudes domésticas e, segundo, que não fizesse nada.  Sua ociosidade total era a marca do status social do marido.  Olhava-se com desprezo qualquer tipo de trabalho, e as roupas que refletiam essa atitude eram extremamente restritivas.  De fato, o grande número de anáguas, que passaram a ser usadas, na época posterior ao estilo Império, impedia as mulheres de realizar qualquer atividade sem fadiga.” [1]

 

[1] FLÜGEL, JC. A psicologia das roupas.

 

 

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Essa moda de ser  ou parecer un peu souffrante, teria espaço na nossa sociedade?

 

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Jacques Louis David foi o mais característico representante do Neoclassicismo.
Durante alguns anos controlou a atividade artística francesa, sendo o pintor oficial da corte imperial, pintando fatos históricos ligados à vida do imperador Napoleão.
Pintou, também, temas solenes, personagens e motivos inspirados na Antigüidade clássica, através de cores sóbrias.
Pintava figuras sólidas e imóveis e se revelava excelente retratista.

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GAINSBOROUGH, Thomas. The morning walk. Óleo sobre tela, 1785. Londres, The National Gallery

Como todos os grandes levantes populares, a revolução francesa, teve um efeito profundo, tanto nas roupas masculinas quanto nas femininas. Não havia mais casacos bordados nem vestidos de brocado, perucas ou cabelos empoados. Não havia mais penteados elaborados“.
ÁRIES, Philippe; DUBY, Georges. História da vida privada: da Revolução Francesa à Primeira Guerra.

O resultado foi uma onda de anglomania, que alcançou seu auge quando os privilégios dos nobres franceses foram extintos.
Durante a fase do terror da Revolução Francesa, era perigoso usar roupas elegantes de qualquer espécie, mas, após a execução de Robespierre, que combatia a nobreza, os que sobreviveram à guilhotina voltaram a se vestir como queriam.
E o que eles queriam usar era uma versão fantasiosa das roupas campestres inglesas, com colarinhos altíssimos na nuca, os lenços de pescoço tão volumosos que, às vezes, subiam acima do queixo e, até, escondiam a boca.
As perucas foram abandonadas e o cabelo não-empoado formava uma mecha desalinhada, escovada sobre a testa.
Nas roupas masculinas, a busca da simplicidade significou o abandono das roupas francesas.
Tiraram todos os bordados dos casacos e os mandaram fazer em tecido liso.
Aboliram os babados de renda no pulso e no pescoço, puseram de lado as meias brancas de seda e passaram a usar botas resistentes, além de substituir o chapéu, por uma forma primitiva de cartola.

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GAINSBOROUGH, Thomas. Duquesa de Beaufort. Óleo sobre tela, 1770. St. Petersburgo, The Hermitage Museum

Os cabelos femininos, tendo sido, até então, penteados baixos, começaram a se elevar, na década de 1760, chegando até quase 1 metro de altura e cobertos de plumas.
Um topete altíssimo puxado a partir da raiz dos cabelos e esticado sobre uma almofada, no alto da cabeça, formava o centro da construção.
Fileiras de cachos dos lados, e toda a estrutura era mantida no lugar por um grande número de longos alfinetes duplos.
Os alfinetes duplos eram o que chamamos de grampos de cabelo.
A almofada era um travesseirinho cheio de fibra, lã ou crina de cavalo e, como provocava dores de cabeça, foi mais tarde substituído por uma armação de arame sobre a qual o cabelo natural era enrolado, com a ajuda de mechas postiças.
Com a ascensão ao trono, de Maria Antonieta, as mulheres aplicavam-lhes pomada e pó branco, e enfeitavam-nos com cestos de frutas, caravelas com as velas abertas, moinhos de vento com animais do campo em volta, jardins com flores naturais ou artificiais e borboletas.
Para manter todo esse volume de pé, usavam um suporte de crina de cavalo por trás da cabeça, além de alfinetes.
Essa estrutura, que, às vezes, permanecia intocada por meses, logo se transformava em abrigo de piolhos, e as mãozinhas de marfim na ponta de uma vareta comprida, os coçadores, eram feitas para serem enfiadas dentro do penteado, numa tentativa de aliviar a coceira insuportável.

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Essa moda só poderia vingar nos países mais frios. Em clima tropical, seria impossível aguentar essa montanha de cabelos por muito tempo.
Concorda?

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