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Archive for the ‘Retrato de Emilie Seriziat e seu filho’ Category

DAVID, Jacques-Louis. Retrato de Emilie Sériziat e seu filho. Óleo sobre tela, 1795. Paris, Louvre 

 

Após o Império Napoleônico, o pudor reinava incontestado. As saias iam até o chão e os sapatos, sem saltos, mal podiam ser vistos sob as anáguas.  

O chapéu boneca evitava, até, que seus rostos fossem vistos.  Na cabeça usavam não só os cachos caídos sobre a testa ou têmporas, mas, também, os sofisticados penteados ornados com travessas de casco de tartaruga, ou chapéus de palha ou cetim, tipo “boneca”, ornados com plumas, flores e fitas, normalmente amarradas sob o queixo, como nesta tela de David.  Era baixo, com o formato de um balde e dava a impressão de extremo recato.  

 

“Para as mulheres, era  chique  ser  ou parecer un peu souffrante. Muita saúde era vulgar. O ruge foi totalmente abandonado, uma certa palidez era admirada, e algumas jovens tolas chegaram a beber vinagre para ficar de acordo com a moda. O próspero homem de negócios esperava duas coisas da esposa: primeiro, que fosse um modelo de virtudes domésticas e, segundo, que não fizesse nada.  Sua ociosidade total era a marca do status social do marido.  Olhava-se com desprezo qualquer tipo de trabalho, e as roupas que refletiam essa atitude eram extremamente restritivas.  De fato, o grande número de anáguas, que passaram a ser usadas, na época posterior ao estilo Império, impedia as mulheres de realizar qualquer atividade sem fadiga.” [1]

 

[1] FLÜGEL, JC. A psicologia das roupas.

 

 

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Essa moda de ser  ou parecer un peu souffrante, teria espaço na nossa sociedade?

 

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