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Archive for the ‘8 – O Impressionismo’ Category

MONET, Claude. Women in the garden. Óleo sobre tela, 1866. Paris, Musée d’Orsay

Como se mostra nessa tela de Monet, as saias foram ficando mais rodadas e o efeito desejado era obtido usando-se um grande número de anáguas. 

Seu peso acabou intolerável e foram substituídas pela crinolina, que era o tecido feito de crina de cavalo mesclado ao algodão ou ao linho e que tinha propriedades rijas e flexíveis ao mesmo tempo. 

A obtenção do enorme e cônico volume das saias era devido ao uso de uma armação de aros de metal chamada de cage (gaiola).

“Num recorte antropológico, a crinolina certamente possuía uma relação simbólica com a época em que floresceu. Simbolizava a fertilidade feminina, como um aumento do tamanho aparente dos quadris parece sugerir. Essa foi uma época de famílias grandes e, uma vez que a taxa de mortalidade infantil não era tão alta quanto em épocas anteriores, a população da Inglaterra cresceu rapidamente. Em outro sentido, a crinolina era um símbolo do suposto distanciamento das mulheres. A saia rodada parecia dizer que os homens não podiam se aproximar, nem para beijar a mão da mulher. Mas é claro que esse distanciamento era uma grande enganação. A saia rodada era um instrumento de sedução”.[1] 


[1] LURIE, Alison. A linguagem das roupas.

 

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Que acha das mulheres de hoje em dia, voltarem a usar esse tipo de saias?

Você também acha que esse distanciamento era uma enganação?

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Claude Oscar Monet, começou como ilustrador e caricaturista, atividades em que alcançou certa fama, quando ainda era praticamente adolescente.

Aos poucos, foi abandonando as tonalidades escuras e tenebrosas de suas primeiras obras e adotou uma paleta de cores frias e, ao mesmo tempo, transparentes.  Deu início também aos seus quadros de contornos quase inexistentes, em que a forma é dada pela reprodução do efeito solar sobre os objetos e suas cores – a expressão pictórica do Impressionismo.

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No aprimoramento técnico, em todos os setores do desenvolvimento industrial, reinava o desejo do novo, de substituir tudo por coisas novas e industrializadas.
          Imperava a máquina fotográfica, logo seguida da versão portátil.
          Passou-se a fotografar tudo ao ar livre.
         Diante disso, o artista teve que repensar seu momento para mudar sua arte.

“Após a simplicidade do estilo Napoleônico, veio a efervescente e próspera Era  Vitoriana, que, na Grã-Bretanha é considerada o auge da Revolução Industrial inglesa e do Império Britânico.”[1]

A Revolução Industrial significou a substituição da ferramenta pela máquina, e foi a consequêcia do capitalismo como modo de produção dominante.
        Esse momento revolucionário, de passagem da energia humana para a motriz, é o ponto culminante de uma evolução tecnológica, social e econômica que vinha se processando na Europa desde a Baixa Idade Média, com particular incidência nos países onde a Reforma Protestante tinha conseguido destronar a influência da Igreja Católica: Inglaterra, Escócia, Países Baixos.
         Foi o triunfo da burguesia.
         Na Inglaterra, a Grande Exposição de 1851, não só mostrou novos tipos de tecnologias, como trouxe uma esperança enganosa de que uma era de paz e fraternidade universal estaria para começar.


[1] LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas.

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As raízes da Arte Moderna estão no Impressionismo.  

Em 1874, um grupo de jovens insatisfeitos com a pintura acadêmica, se reunia para procurar descobrir novos caminhos para a arte.

Como a fotografia estava muito na moda, eles fizeram a primeira exposição no atelier de um fotógrafo.  Todos foram ver a exposição e ficaram impressionados. Os críticos diziam que não era uma pintura e, sim, a impressão de um quadro. 

Esse novo estilo artístico, foi combatida pelo público francês, durante 30 anos. Os franceses não souberam dar valor a essa arte na época, hoje chamada de Impressionismo, apesar de seus defensores serem considerados as pessoas mais cultas da Europa.

O Impressionismo é definido como tentativa inédita de captar a realidade da luz.  

Para os impressionistas, a natureza não é um material de reflexão, é fonte imediata de sensações. O Impressionismo é inovador, não só da pintura ao ar livre, mas também no seu método de trabalho. 

Os impressionistas vão pintar a impressão primeira, o efêmero, o fugaz, aquilo que não volta mais. 

Como a industrialização se impunha na época, tudo que era feito à mão era desvalorizado. Com a produção rápida, surge o inacabado do rápido, a competição e o descartável. É o começo da idade moderna do Homem.       

As obras impressionistas são consideradas em aberto, pelo fato de se ficar na dúvida sobre o que foi pintado. O impressionista jamais fará uma reprodução servil da natureza – vai sempre sugerir.

A luminosidade tem um papel decisivo dentro desse estilo.

Os impressionistas diziam que sua pintura era o triunfo do espírito de análise da forma.

No conteúdo, eles só pintavam a beleza. Na forma, eles eram quase que cientistas.

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