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Posts Tagged ‘Louvre’

DAVID, Jacques-Louis. Retrato de Madame de Verninac. Óleo sobre tela, 1795. Paris, Louvre

Na França, a ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder, colocou um ponto-final na extravagância da moda masculina e feminina.
Talvez em nenhuma outra época entre os tempos primitivos e a década de 1920, as mulheres tenham usado tão pouca roupa como no século XIX.
Todos os trajes pareciam ter sido criados para climas tropicais.
Os trajes femininos mostravam um rompimento ainda mais drástico com o passado.
Os paniers e os espartilhos foram abandonados, da mesma forma que os ricos tecidos empregados na confecção dos vestidos.
Em seu lugar, as mulheres usavam um vestido que parecia uma peça de baixo, como na tela de David, porque era branco, de cintura alta, de musseline, cambraia ou morim transparente, até os pés.
Às vezes, o tecido era umedecido para colar-se ao corpo, imitando as pregas das roupas gregas.
Sapatilhas sem salto contribuíam para esse efeito.
Os bolsos nos vestidos eram impraticáveis, daí o surgimento de uma pequena bolsa que as mulheres carregavam.

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Que lhe parece essa moda de trajes tão tropicais?

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DAVID, Jacques-Louis. Retrato de Emilie Sériziat e seu filho. Óleo sobre tela, 1795. Paris, Louvre 

 

Após o Império Napoleônico, o pudor reinava incontestado. As saias iam até o chão e os sapatos, sem saltos, mal podiam ser vistos sob as anáguas.  

O chapéu boneca evitava, até, que seus rostos fossem vistos.  Na cabeça usavam não só os cachos caídos sobre a testa ou têmporas, mas, também, os sofisticados penteados ornados com travessas de casco de tartaruga, ou chapéus de palha ou cetim, tipo “boneca”, ornados com plumas, flores e fitas, normalmente amarradas sob o queixo, como nesta tela de David.  Era baixo, com o formato de um balde e dava a impressão de extremo recato.  

 

“Para as mulheres, era  chique  ser  ou parecer un peu souffrante. Muita saúde era vulgar. O ruge foi totalmente abandonado, uma certa palidez era admirada, e algumas jovens tolas chegaram a beber vinagre para ficar de acordo com a moda. O próspero homem de negócios esperava duas coisas da esposa: primeiro, que fosse um modelo de virtudes domésticas e, segundo, que não fizesse nada.  Sua ociosidade total era a marca do status social do marido.  Olhava-se com desprezo qualquer tipo de trabalho, e as roupas que refletiam essa atitude eram extremamente restritivas.  De fato, o grande número de anáguas, que passaram a ser usadas, na época posterior ao estilo Império, impedia as mulheres de realizar qualquer atividade sem fadiga.” [1]

 

[1] FLÜGEL, JC. A psicologia das roupas.

 

 

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Essa moda de ser  ou parecer un peu souffrante, teria espaço na nossa sociedade?

 

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CARAVAGGIO. A sina. Óleo sobre tela, 1598-1599. Paris, Musée du Louvre

Na tela, A sina, os protagonistas se destacam num fundo que acentua a presença da roupa associada à imagem dos Três Mosqueteiros.
A vestimenta masculina possuía um elemento de garbo marcial, com os calções e o gibão bicudo, a capa curta pendendo no ombro, o chapéu de abas largas adornado com uma pluma, botas afuniladas, com a extremidade superior virada e, às vezes, enfeitada com renda. Os sapatos eram enfeitados com enormes e extremamente caras rosetas feitas de fitas, rendas e brilhos.

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O que você acha da moda masculina dessa época?

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HOLBEIN, o Jovem.  Portrait of Erasmus. Óleo sobre tela, 1523. Paris, FrançaMusée du Louvre

 

Nessa obra, a peça que é exibida ao redor do pescoço, é a chamada schaubbe, espécie de gola/estola de pele, que todo cidadão próspero possuía. Lutero usava uma e estabeleceu o traje do clero luterano até os dias de hoje.

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Qual sua opinião sobre o uso desse tipo de estola, na época?
Não seria bem atual, nos dias hoje, nos locais frios?

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