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Posts Tagged ‘Velásquez’

VELÁSQUEZ, Diego Rodrigues da Silva Y. A Infanta Margarita. Óleo sobre tela, 1636. Viena, Kunsthistorisches Museum

O aspecto cônico da saia retratada nessa tela de Velásquez, que mostra a Infanta Margarita, era mantido por barbatanas de baleia.
Os volumes das saias eram obtidos através de armações denominadas paniers, feitas de galhos de salgueiro ou vime, criando laterais, que chegavam a 4 metros.
A extrema amplidão dos vestidos dessa época era motivo de alguns inconvenientes, uma vez que era impossível, duas damas passarem lado a lado, por uma porta, ou, até, sentarem-se no mesmo sofá.

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Você acha que esse tipo de saia seria fácil de ser usada, hoje em dia?

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Em Madri é nomeado pintor de Felipe IV. Sua tarefa era pintar os membros da corte, que eram muito feios e se vestiam muito mal.
Ele transforma esses retratos em pinturas fascinantes, captando até a personalidade das pessoas retratadas.
Vai empregar muita luz em seus quadros. Sua pintura tem um realismo visual muito diferente da pintura do Renascimento. Realismo visual é a impressão geral de um objeto e não só de um detalhe. Com uma só pincelada dava a impressão dos pelos de um cão.

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O século XVII vai conhecer o seu apogeu com o Luís XIV. Nessa época, a vida era totalmente subordinada ao fausto e a majestade do rei.         

“Luís XIV ficou conhecido no mundo inteiro, até hoje, através do Palácio de Versalhes. Ele escolheu um lugar, um pavilhão de caça, para depois lá instalar a capital da França, com uma corte de 11.000 pessoas. Todos tinham que acordar e deitar quando ele queria. Só se comia o de que ele gostava, e era ele quem ditava o menu para a semana toda. Havia uma escala onde as pessoas tomavam banho de 6 em 6 meses. Os escravos eram encarregados de passar uma esponja úmida no corpo dos nobres, à noite. Usava-se pó de arroz, por todo o corpo, para que ficasse bem branco. À noite, esse pó era retirado com a esponja.”[1] 

Surgem, em Versalhes, as festas de petit comittée e o serviço à francesa.  Antes, as pessoas comiam com as mãos, não tinham talheres. Surge a lavanda e o guardanapo.  A comida era muito importante e feita com arte. 

Surge a lyngerie da mulher, espartilhos, as rendas nas roupas.  Foi realizado um desfile de espartilhos na corte, o que foi considerado um escândalo na época.  Foi um acontecimento de vanguarda.  Derivam daí os desfiles de moda na França.

Versalhes começa a ditar a moda.  Todos queriam espelhos pela casa como os de Versalhes.  

Os decotes eram generosos e a lyngerie levantava o busto, como se o seio fosse pular para fora do decote.

Surge também o perfume, sendo importante por causa da falta do banho. 

Ter um quadro de nu, era muito importante, para ser contemplado.  O nu passou a ser visto também no gobelain, nas porcelanas. 

Acontecem muitos espetáculos com máscaras, peças de teatro de amadores. São feitos muitos quadros vivos: colocavam uma música de fundo e pessoas imitando um quadro de Velásquez ou Rembrandt.

As mulheres tinham o hábito de se pintar; o que era quase uma paixão. Ninguém aparecia em público, sem peruca, nem sem pintar os lábios com carmim, e o rosto com o rouge. Para isso, precisavam de muitos lacaios. 

O ideal de beleza da época era a moça gorda, de 25 anos.  A mulher com 25 anos já era considerada madura. O homem queria sentir a carne da mulher. Quando ela encontrava um pretendente, fazia um regime de engorda. Era como se fosse um spa para engordar, a fim de atingir, ou aproximar-se dos 75 quilos ideais para o peso da mulher. 



[1] WILHELN, Jacques. Paris no tempo do rei Sol.

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De que forma o contexto histórico da época pode ter influenciado o surgimento do estilo Barroco nas artes européias, em especial, na França?

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